A partir do ano de 1950, houve um aumento na produção de tomate, devido às condições favoráveis de localização da região. Vislumbrando um sucesso certeiro, ficou acertada a vinda da Cooperativa Sul Brasil (com sede na cidade de São Paulo, e posteriormente reorganizada como Associação Central) como forma de garantir a produção dos cooperativistas. Três anos depois, a Cooperativa Industrial Bandeirantes (com sede na cidade de São Paulo) também instalou um armazém de depósito nessa cidade.

A instalação dessas duas Cooperativas tornou-se um grande estímulo aos agricultores, que deram início a um aumento cada vez maior da produção de tomate. Na segunda metade da década de 50, Indaiatuba já era conhecida como grande produtora de tomate.

Geadas

A produção de tomate dessa época se concentrava basicamente no eixo da linha férrea Central que passava pelas regiões de Suzano, Mogi e Jacareí, onde Campinas e Indaiatuba foram incluídas posteriormente devido à grande quantidade de produção. Porém, nas tradicionais regiões produtoras de tomate ocorreram frequentemente geadas, no período de inverno, prejudicando em grande escala o cultivo. Isto é, no período de inverno, o cultivo do tomate era prejudicado na região de São Paulo, ocasionando queda na produção e aumento no valor de mercado. Portanto, se um produtor conseguisse produzir tomates nesse período, para a cooperativa agrícola seria um fator consideravelmente positivo.

Indaiatuba se localiza a 23º05’ da latitude sul, pertencente ao trópico e altitude de 600 a 650m. Comparada com a cidade de São Paulo (altitude 760m), Indaiatuba se localiza numa altitude um pouco mais abaixo, onde a temperatura média anual é acima de 19º C . Por isso, a cidade tinha uma vantagem, pois raramente geava na região. Mesmo no inverno era possível produzir tomates sem a preocupação de geada e também plantar diversos tipos de verduras, dando à região com características idênticas à da Califórnia dos EUA.

A respeito disso, inicialmente ninguém pensou profundamente. Somente depois que a produção de tomate aumentou consideravelmente, na década de 50, é que se evidenciaram as diferenças, tornando mais claras as vantagens da região.

Cooperativa de Cotia

O grupo pioneiro da Cooperativa Sul Brasil transformou Indaiatuba numa região produtora de destaque, elevando a produção e a venda do tomate no período de inverno. Mais tarde, por volta de 1960, a Cooperativa Agrícola de Cotia tornou-se uma das maiores cooperativas da América Latina. Nesse ano, efetuaram um levantamento estatístico da região produtora de tomate e chegaram à conclusão de que “não haveria local mais propício que o município de Indaiatuba para a produção do tomate no período de inverno”. Assim, em junho de 1961 a Cooperativa Agrícola de Cotia instalou um escritório em Indaiatuba (filial do armazém de depósito de Campinas). O número de cooperados era apenas de cinco pessoas.

Em março de 1962 realizou-se a primeira reunião de cooperados na sucursal Cooperativa Agrícola de Cotia de Indaiatuba, com ampliação de cooperados para 15 membros. Em fevereiro de 1964, a filial desligou-se da sucursal de Campinas, promovendo-se a “Armazém de depósito de Indaiatuba”, contando já com 90 cooperados.

Festa do Tomate

Os índices de produtividade da Cotia foram aumentando cada vez mais, estimulando maiores produções em grande escala. Este fato estimulou tanto a Cooperativa Sul Brasil quanto a Cooperativa Industrial Bandeirantes, de modo a ampliar e intensificar mais ainda a produção. Graças às três cooperativas, que ao invés de competirem entre si, fizeram um esforço em conjunto de cooperação de elevação de produção, é que Indaiatuba tornou-se na década de 60 um dos maiores produtores de tomate do Estado de São Paulo. Indaiatuba era basicamente uma cidade rural, e o desenvolvimento da produção de tomate do município pode ser atribuído por influência direta da Colônia Japonesa.

Entre o final da década de 60 e começo da década de 70, realizou-se a “Festa do Tomate”, organizada pela Associação de Japoneses, graças à força dos produtores nikkeis. Com a renda obtida dessas festas foi possível angariar fundos para a construção do atual clube de campo (Centro Esportivo da ACENBI). Podemos dizer, portanto, que a história da Associação de Japoneses está intimamente ligada com a história da cultura de tomate da cidade.